O ouro alcançou patamares históricos devido a tensões geopolíticas, mas registrou quedas e altas impulsionadas pelo dólar forte e busca por refúgio em meio a conflitos no Oriente Médio.

O ouro tem demonstrado uma dualidade nos mercados internacionais, atingindo patamares históricos impulsionado por tensões geopolíticas, como a guerra no Oriente Médio, e a crescente demanda de bancos centrais que diversificam suas reservas. Em janeiro, o metal precioso alcançou o recorde de US$ 5.595 por onça, com uma valorização superior a 85% nos últimos 12 meses até fevereiro, consolidando sua função como ativo de proteção em momentos de crise.
No entanto, o cenário recente também trouxe volatilidade. O ouro registrou uma queda acentuada de quase 4% em um único dia, influenciado pelo fortalecimento do dólar e pelas crescentes preocupações com a inflação e as taxas de juros. Contudo, em outro momento, o ouro fechou em alta, com o contrato mais líquido subindo 1,21% na Comex, atingindo US$ 5.311,6 por onça-troy, impulsionado pela busca por refúgio após o conflito no Oriente Médio, envolvendo ataques dos EUA e Israel ao Irã. A prata, por sua vez, apesar de uma alta inicial, encerrou em queda de 4,76%.
A intensificação do conflito no Oriente Médio, com aversão global ao risco, contribui para a força do dólar e impulsiona o capital para o ouro, impactado pelo impulso fiscal em guerras. Dirigentes do Federal Reserve alertam sobre o possível impacto do conflito na inflação e na política monetária dos EUA, embora analistas do Wells Fargo prevejam que o Fed manterá sua previsão de cortes nas taxas de juros, sem grande impacto dos eventos no Oriente Médio.
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