Diretor da PF defende imparcialidade da corporação em investigações
Andrei Rodrigues cita quebra de sigilo de Lulinha para rebater críticas e anuncia conclusão de relatórios sobre fraudes no INSS ainda este mês.
Pontos principais
- Andrei Rodrigues afirmou que a Polícia Federal atua com autonomia técnica e sem tratamento diferenciado a aliados do governo.
- A quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva foi citada como exemplo da isenção da instituição em apurações complexas.
- A PF prepara a conclusão da primeira parte dos relatórios da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios do INSS.
- Os documentos da operação, que já cumpriu 419 mandados de busca e apreensão, serão enviados ao STF ainda em julho.
- O diretor-geral negou que o calendário político ou falta de efetivo estejam retardando o andamento de inquéritos prioritários.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu a atuação da corporação diante de questionamentos sobre a condução de inquéritos sensíveis. Ao destacar a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, Rodrigues buscou refutar alegações de que investigações envolvendo figuras ligadas ao governo recebam tratamento privilegiado ou sofram interferências políticas. Segundo o diretor, a PF mantém critérios técnicos rigorosos e autonomia em todas as suas frentes de trabalho, negando que o calendário eleitoral ou a escassez de efetivo prejudiquem o ritmo das apurações.
Simultaneamente, a corporação avança na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos de benefícios do INSS. A expectativa é que os primeiros relatórios finais sejam encaminhados ao Supremo Tribunal Federal ainda este mês, priorizando casos de investigados que permanecem presos. O inquérito, que já passou por nove fases, também analisa conexões laterais que citam o nome de Lulinha.
Comentários
Carregando comentários...
