Reguladora australiana acusa redes sociais de lucrar com violência
Comissária de segurança online denuncia que plataformas priorizam a monetização de conteúdos extremos e marginais, dificultando a moderação.
Pontos principais
- Julie Inman Grant afirmou que redes sociais lucram com a distribuição de conteúdos violentos.
- A plataforma X foi citada como exemplo crítico na gestão ineficiente de materiais nocivos.
- O depoimento ocorreu em uma comissão real sobre antissemitismo e coesão social na Austrália.
- A regulação enfrenta obstáculos na colaboração com Elon Musk para remover imagens sensíveis.
A comissária de segurança online da Austrália, Julie Inman Grant, denunciou durante uma comissão real que plataformas de redes sociais priorizam a monetização de conteúdos violentos e marginais em detrimento da segurança dos usuários. Segundo a reguladora, empresas como o X enfrentam dificuldades estruturais para conter a propagação de materiais nocivos, o que agrava tensões sociais. Inman Grant destacou que a cooperação com Elon Musk tem sido um desafio, citando especificamente a resistência da plataforma em remover imagens sensíveis após ataques terroristas, como o ocorrido em Bondi. O depoimento reforça o debate global sobre a responsabilidade das big techs na moderação de conteúdo e a eficácia das leis de segurança digital. A questão permanece como um ponto central de atrito entre o governo australiano e as gigantes da tecnologia, que buscam equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de mitigar discursos de ódio e violência online.
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