Preços de imóveis novos sobem 10% e sustentam margens de construtoras
Setor imobiliário registra alta de 10,06% nos preços em 12 meses, compensando o impacto da Selic elevada na rentabilidade das empresas.
Pontos principais
- Lançamentos imobiliários acumularam valorização de 10,06% nos últimos 12 meses.
- Rio de Janeiro, Fortaleza e Florianópolis lideraram a alta nos preços.
- Custo de insumos é heterogêneo, com alta de 30,72% no cobre e queda no aço.
- Taxa Selic elevada em 2026 pressiona o custo de capital e o poder de compra das famílias.
O mercado imobiliário brasileiro demonstrou resiliência ao conseguir repassar um aumento de 10,06% nos preços dos lançamentos nos últimos 12 meses, superando a variação do INCC. Esse movimento foi fundamental para sustentar a rentabilidade das construtoras em um cenário de Selic elevada, que encarece o crédito e limita o poder de compra das famílias de média renda. Enquanto o Rio de Janeiro, Fortaleza e Florianópolis registraram as maiores valorizações, São Paulo manteve estabilidade nos preços.
Apesar da demanda aquecida, o setor enfrenta desafios com a disparidade nos custos de construção, evidenciada pela alta expressiva de 30,72% no preço do fio de cobre, contrastando com a queda nos valores do aço e da argamassa. O cenário atual reflete um equilíbrio delicado entre a necessidade de repasse de custos e a cautela dos consumidores, que, embora interessados, mantêm foco na busca inicial e demonstram preferência por imóveis usados.
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