Setor imobiliário alerta para riscos de custos e juros altos em 2026
O mercado imobiliário enfrenta pressão com a possível redução da jornada 6x1 e a manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano.
Pontos principais
- A redução da jornada 6x1 pode elevar custos de obras em até 10,8% e atrasar prazos de entrega.
- A ABRAINC estima que o encarecimento dos imóveis pode excluir 2,5 milhões de pessoas do financiamento.
- A manutenção da Selic em 14,25% desestimula investimentos no setor e reduz a atratividade frente à renda fixa.
- Lideranças do setor buscam alternativas de funding diante da escassez de recursos da poupança.
O setor da construção civil enfrenta um cenário de incertezas para 2026, marcado pelo impacto operacional da possível redução da jornada de trabalho e pela política monetária restritiva. A transição para a escala 5x2, segundo a ABRAINC, deve elevar os custos das obras em até 10,8% e reduzir a produtividade, o que poderia excluir 2,5 milhões de brasileiros do mercado de financiamento habitacional. Paralelamente, executivos do setor expressaram pessimismo durante o Summit ABRAINC 2026 quanto à manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano. A alta dos juros tem desencorajado investimentos em imóveis, tornando a renda fixa mais competitiva. Diante desse quadro, lideranças do setor reforçam a necessidade de novas alternativas de funding para sustentar a atividade imobiliária, uma vez que a escassez de recursos da poupança e o cenário macroeconômico pressionam a demanda, especialmente no segmento de alta renda.
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