O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), manteve-se estável em 92,6 pontos em maio. O resultado, contudo, esconde uma divergência interna: enquanto o Índice de Situação Atual avançou para 92,3 pontos, o Índice de Expectativas recuou para 92,9 pontos, sinalizando uma crescente incerteza dos empresários quanto ao futuro do setor. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) também apresentou queda de 0,4 ponto percentual, situando-se em 77,4%.
A estagnação do indicador principal reflete obstáculos estruturais persistentes, como a elevação dos preços de insumos e a escassez de mão de obra qualificada. Apesar do cenário desafiador e da deterioração nas expectativas, o setor ainda mantém intenções de contratação favoráveis no curto prazo, sugerindo que as construtoras buscam equilibrar a pressão operacional com a necessidade de manter o ritmo das atividades.
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