Confiança da construção civil mantém estabilidade em maio
O índice da FGV ficou em 92,6 pontos, enquanto o INCC-M registrou desaceleração nos custos de materiais e mão de obra no mesmo período.
Pontos principais
- O Índice de Confiança da Construção (ICST) permaneceu estável em 92,6 pontos em maio.
- O INCC-M desacelerou para 0,77% em maio, após registrar alta de 1,04% em abril.
- O custo da mão de obra recuou para 0,43%, enquanto o grupo de materiais e serviços subiu 1,02%.
- O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) caiu para 77,4%.
O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), manteve-se estável em 92,6 pontos em maio. O resultado reflete uma divergência interna: enquanto o Índice de Situação Atual avançou para 92,3 pontos, o Índice de Expectativas recuou para 92,9 pontos, sinalizando incerteza dos empresários quanto ao futuro. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) também apresentou queda de 0,4 ponto percentual, situando-se em 77,4%. Paralelamente, o setor observou um alívio nos custos operacionais, com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerando para 0,77% no mês, ante 1,04% em abril. O arrefecimento foi impulsionado pela desaceleração tanto na mão de obra, que passou de 0,61% para 0,43%, quanto no grupo de materiais, equipamentos e serviços, que registrou alta de 1,02%.
Apesar da desaceleração nos custos, a pressão inflacionária acumulada nos últimos 12 meses, que atinge 6,82%, continua a ser um desafio estrutural. Itens como tubos de PVC e cimento portland mantiveram pressão sobre o índice, enquanto condutores elétricos contribuíram para a moderação. A estagnação da confiança, combinada com a escassez de mão de obra qualificada, sugere que as construtoras enfrentam um cenário de equilíbrio delicado, onde a busca por manter o ritmo das atividades contrasta com a cautela diante das incertezas econômicas e operacionais.
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