Moraes ordena nova análise de provas no celular de Frederick Wassef
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a PGR avalie novos elementos encontrados pela PF no celular do advogado de Jair Bolsonaro.
Pontos principais
- A decisão de Moraes exige que a PGR analise dados extraídos de aparelhos apreendidos há quase três anos.
- O material está relacionado ao inquérito que investiga o caso das joias sauditas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A Procuradoria-Geral da República possui um prazo de 15 dias para se manifestar sobre possíveis hipóteses criminais.
- Frederick Wassef contesta a validade das provas, classificando a apreensão dos dispositivos como nula e ilegal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma nova etapa investigativa baseada em dados extraídos do celular de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre no âmbito do inquérito que apura o caso das joias sauditas, mesmo após a Procuradoria-Geral da República ter se posicionado anteriormente pelo arquivamento do processo. Agora, a PGR tem um prazo de 15 dias para analisar o material e avaliar se os novos elementos justificam a continuidade das investigações ou a apresentação de denúncias formais. A defesa de Wassef mantém a postura de que a apreensão dos aparelhos foi ilegal, questionando a legitimidade das provas obtidas pela Polícia Federal. O desdobramento é relevante por reacender o debate jurídico sobre o caso das joias, que envolve suspeitas de apropriação indevida de bens de alto valor recebidos pelo Estado brasileiro.
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