Alcolumbre adia votação da PEC do fim da escala 6x1 para após eleições
A votação da PEC 6x1 no Senado deve ocorrer apenas após o recesso parlamentar, devido a impasses políticos e à postura de Davi Alcolumbre.
Pontos principais
- Davi Alcolumbre mantém a PEC travada, sinalizando que a votação ocorrerá apenas após as eleições e o recesso parlamentar.
- O senador Otto Alencar, presidente da CCJ, afirmou não haver tempo hábil para debater a proposta com responsabilidade antes de 18 de julho.
- A relação desgastada entre o governo Lula e Alcolumbre, agravada por impasses no STF, impacta diretamente o avanço da pauta.
- O Palácio do Planalto teme que o atraso prejudique sua agenda política, enquanto movimentos sociais intensificam a pressão pela aprovação.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu adiar a votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 para o período pós-eleitoral e após o recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho. A decisão reflete o atual cenário de desgaste na articulação política entre o governo Lula e a presidência da Casa, agravado por divergências recentes, como a rejeição de nomes para o STF. O senador Otto Alencar, presidente da CCJ, reforçou o entrave ao declarar que não há tempo hábil para um debate responsável sobre o tema antes da pausa legislativa.
A postura de Alcolumbre, que tem evitado acelerar a tramitação e criticado a pressão do Executivo, coloca a proposta em um limbo legislativo. Enquanto o Palácio do Planalto receia que a falta de avanço da medida prejudique sua agenda política durante o processo eleitoral, grupos ligados ao PT e movimentos sociais intensificam a pressão pública sobre o Senado. Com o adiamento, a PEC perde o protagonismo imediato, sendo postergada para um momento de menor tensão política e após o retorno das atividades parlamentares.
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