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Oposição articula mudanças na PEC do fim da escala 6x1 no Senado

Entidades produtivas pressionam pelo adiamento da PEC 6x1 no Senado, citando falta de estudos técnicos e riscos de inflação na indústria.

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Foto: G1 Política
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26/05 às 14:03 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A PEC que propõe o fim da escala 6x1 deve ser votada na Câmara dos Deputados ainda esta semana.
  • Representantes da CNI, Fiesp e Abimaq pediram formalmente a Alcolumbre que a votação ocorra apenas após as eleições de outubro.
  • A CNI estima que a redução da jornada pode elevar preços na indústria entre 6% e 8%.
  • Empresários criticam a ausência de estudos técnicos e classificam a proposta como irresponsável.
  • Parlamentares da oposição articulam alterações no texto, como a remuneração por horas trabalhadas, para retardar o avanço do projeto.
  • O senador Otto Alencar sugere a adoção de prazos de transição diferenciados por setores econômicos como alternativa de consenso.
  • Davi Alcolumbre ouviu as demandas das entidades, mas evitou se comprometer com prazos para a votação.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1 ganha tração na Câmara dos Deputados, com o presidente da Casa, Hugo Motta, projetando a votação do texto ainda esta semana. A medida, que prevê a redução da jornada para 40 horas semanais, enfrenta resistências crescentes no Senado. Representantes da indústria e do setor produtivo, incluindo lideranças da CNI, Fiesp e Abimaq, intensificaram o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, solicitando o adiamento da análise da matéria para após as eleições de outubro. O grupo argumenta que a proposta carece de estudos técnicos sobre seus impactos e classificam o texto como irresponsável, com a CNI estimando que a mudança poderia elevar preços na indústria entre 6% e 8%.

Em reuniões realizadas nesta terça-feira, Alcolumbre prometeu um debate adequado, mas evitou estabelecer um cronograma para a votação. Além da pressão por prazos de transição mais longos — questionando a viabilidade dos 14 meses previstos no texto original —, críticos da proposta articulam mudanças estruturais, como a remuneração por horas trabalhadas, para retardar o avanço da pauta. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, reforçou as críticas, apontando a falta de diálogo com o setor produtivo e o uso da pauta como bandeira eleitoral.

Como alternativa, o senador Otto Alencar propõe a adoção de prazos de transição distintos conforme o segmento econômico, buscando um meio-termo que contemple as preocupações do mercado sem inviabilizar a reforma trabalhista defendida por parte do Congresso. Enquanto o setor produtivo alerta para o repasse direto de custos ao consumidor, o impasse sobre a tramitação permanece, com o presidente do Senado mantendo cautela sobre os próximos passos da matéria na Casa.

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