Polícia Civil do DF inocenta Bolsonaro em caso de arma apreendida
Investigação conclui que arma era legalizada e isenta Bolsonaro de crime, mas STF analisa se episódio viola condições da prisão domiciliar.
Pontos principais
- A Polícia Civil do DF encerrou o inquérito sobre a arma apreendida em 15 de junho, isentando Jair Bolsonaro de responsabilidade criminal.
- O delegado Thiago Boeing concluiu que o armamento estava legalizado e que não houve crime por parte do ex-presidente.
- O segurança Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito por transportar o objeto sem autorização.
- O ministro Alexandre de Moraes determinou que a PGR e a defesa de Bolsonaro se manifestem sobre o relatório policial em até 48 horas.
A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito sobre a apreensão de uma pistola registrada em nome de Jair Bolsonaro durante uma blitz realizada em 15 de junho. O delegado Thiago Boeing determinou que o ex-presidente não cometeu crimes no episódio, uma vez que o armamento estava legalizado e mantido regularmente em sua residência. A responsabilidade criminal foi atribuída exclusivamente ao segurança Estácio Leite da Silva Filho, que foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito por transportar o equipamento de terceiros sem a devida autorização.
O relatório final foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que supervisiona o cumprimento da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, decorrente de sua condenação no processo da trama golpista. O magistrado solicitou que a Procuradoria-Geral da República e a defesa do ex-presidente apresentem manifestações sobre o documento policial em um prazo de 48 horas. A decisão judicial será fundamental para determinar se o incidente será interpretado como uma falta grave capaz de alterar as condições atuais da pena de Bolsonaro.
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