Moraes dá 24h para defesa explicar arma em residência de Bolsonaro
A apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro pode impactar a renovação de sua prisão domiciliar, que expira no próximo dia 25 de junho.
Pontos principais
- Alexandre de Moraes deu 24 horas para a defesa explicar a presença de uma pistola 9mm registrada em nome do ex-presidente fora de sua residência.
- A arma foi apreendida pela PMDF em Taguatinga durante abordagem a um servidor da segurança de Bolsonaro que não portava o registro do armamento.
- Antes do incidente, o magistrado considerava estender a prisão domiciliar por mais 90 dias, medida que agora enfrenta incertezas.
- O GSI esclareceu que não realiza a segurança de ex-presidentes, sendo os servidores de livre indicação dos próprios políticos.
- O descumprimento das medidas cautelares pode levar à revogação da prisão domiciliar humanitária, que termina na próxima semana.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a defesa de Jair Bolsonaro preste esclarecimentos em até 24 horas sobre a apreensão de uma pistola Glock 9mm registrada em nome do ex-presidente. O armamento foi localizado pela Polícia Militar do Distrito Federal em uma blitz em Taguatinga, dentro de um veículo conduzido por um servidor da equipe de segurança que não portava o Certificado de Registro de Arma de Fogo. A PM justificou ao STF que a falta de revista ocorreu porque o veículo não ingressou na residência do ex-presidente, local onde as inspeções são obrigatórias. O GSI reforçou que não é responsável pela segurança de ex-presidentes, cujas equipes são de livre indicação.
O episódio ocorre em um momento crítico, uma vez que a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro expira no próximo dia 25 de junho. Segundo informações de bastidores, o magistrado avaliava a possibilidade de prorrogar a medida cautelar por mais 90 dias, mas a apreensão da arma alterou o cenário de análise judicial. A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou formalmente sobre as implicações do incidente no processo, enquanto o descumprimento das condições impostas pelo STF pode resultar na revogação do benefício concedido ao ex-presidente.
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