Moraes dá 24h para defesa de Bolsonaro explicar arma apreendida no DF
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro explique a apreensão de uma arma em seu nome, sob risco de revogação da prisão domiciliar humanitária.
Pontos principais
- A pistola Glock 9mm foi apreendida pela PMDF em uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga, na segunda-feira (15).
- O condutor do veículo, servidor do GSI, afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente e seguia para reparo.
- Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março de 2026, com restrições ao patrimônio e movimentações.
- O ministro Alexandre de Moraes deu 24 horas para que a defesa esclareça a posse e a logística de manutenção do armamento.
- O STF investiga se houve falha na custódia dos objetos ou violação das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
- O episódio ocorre na reta final da prisão domiciliar, que termina na próxima semana, levantando debates sobre a manutenção do benefício.
- O descumprimento das condições impostas pelo tribunal pode levar à revogação da prisão domiciliar e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado.
A Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, na última segunda-feira (15), uma pistola Glock 9mm registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O armamento foi localizado durante uma abordagem de rotina no Pistão Norte, em Taguatinga. O condutor do veículo, que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), alegou às autoridades que o equipamento estava sendo transportado para fins de manutenção. O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia e prontamente notificado ao Supremo Tribunal Federal, considerando o status jurídico do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária desde março de 2026 devido a um quadro de pneumonia.
Em resposta ao episódio, o ministro Alexandre de Moraes emitiu um despacho exigindo que a defesa de Bolsonaro preste esclarecimentos formais em até 24 horas. O magistrado questionou a legalidade da saída da arma da residência durante o período de restrição de liberdade, além de solicitar detalhes sobre os procedimentos de revista nos veículos que deixam o local. A investigação busca determinar se houve falhas na custódia dos objetos ou violação das medidas cautelares impostas pelo tribunal, o que poderia resultar em sanções mais severas.
O incidente ganha contornos de urgência por ocorrer na reta final da prisão domiciliar humanitária, cujo prazo expira na próxima semana. Juristas apontam que o descumprimento das condições impostas pelo STF pode levar à revogação do benefício e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado. O ministro também determinou que o comandante do 19º Batalhão da PMDF forneça informações detalhadas sobre os protocolos de revista, visando esclarecer como o armamento foi retirado da residência e qual o nível de controle exercido sobre os itens de propriedade do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente sobre os prazos estabelecidos pelo STF.
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