PF investiga suposta continuidade do orçamento secreto no governo Lula
Investigação aponta que verbas parlamentares teriam sido usadas para garantir apoio político, mantendo práticas proibidas pelo STF.
Pontos principais
- Anotações de ex-assessora de Arthur Lira sugerem a manutenção do esquema de orçamento secreto após veto do STF.
- O esquema envolveria a distribuição de verbas RP2 em ministérios como moeda de troca por apoio no Congresso.
- Valores milionários teriam sido direcionados a órgãos como FNDE e Codevasf.
- A defesa da ex-assessora afirma que sua atuação era estritamente técnica.
- O governo Lula nega irregularidades e reitera o cumprimento das decisões judiciais.
A Polícia Federal apura indícios de que o esquema do chamado orçamento secreto, proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), teria persistido durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação baseia-se em anotações encontradas com uma ex-assessora do deputado Arthur Lira, que sugerem a utilização de verbas do tipo RP2 em diversos ministérios como ferramenta para assegurar apoio político no Legislativo. Os registros apontam o repasse de milhões de reais a órgãos como o FNDE e a Codevasf.
Enquanto a defesa da ex-assessora sustenta que as atividades eram de natureza técnica e sem poder de decisão sobre alocação de recursos, o governo federal, por meio da Secretaria de Relações Institucionais, refuta as acusações. O Palácio do Planalto afirma que a distribuição de verbas segue rigorosamente as determinações da Suprema Corte e nega qualquer prática de irregularidade na gestão dos recursos parlamentares.
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