Alcolumbre discute fim da escala 6x1 com centrais sindicais
O Senado debate a PEC que propõe o fim da escala 6x1, com Alcolumbre sinalizando apoio à redução imediata da jornada, enquanto o setor produtivo pede cautela.
Pontos principais
- O Senado analisa a PEC 221/2019, que propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e garantir ao menos duas folgas.
- Davi Alcolumbre defende a implementação imediata da redução da jornada, descartando o período de transição previsto anteriormente.
- Líderes sindicais, como Sérgio Nobre, avaliaram as recentes reuniões como positivas e destacaram a abertura do Senado para o tema.
- A assessoria legislativa do Senado avalia uma emenda de redação para viabilizar a vigência imediata da nova jornada após a promulgação.
- O presidente do Senado rejeita pressões governistas para acelerar a tramitação, priorizando o rito regimental da Casa.
- A senadora Teresa Leitão afirmou que o cronograma de votação segue os trâmites parlamentares, sem vinculação a motivações eleitorais.
- Centrais sindicais apoiam a medida como conquista social, enquanto o setor produtivo alerta para impactos na produtividade e custos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, intensificou as discussões sobre a PEC 221/2019, que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. Em rodadas de negociações com centrais sindicais, Alcolumbre reiterou que a redução da jornada para 40 horas semanais deve entrar em vigor imediatamente após a promulgação, contrariando a previsão original de um período de transição. O senador Paulo Paim indicou que a assessoria legislativa da Casa já trabalha em uma emenda de redação para assegurar essa vigência imediata, medida que foi recebida positivamente por lideranças sindicais, incluindo o presidente da CUT, Sérgio Nobre, que destacou a sensibilidade do Senado com a pauta.
Apesar da convergência sobre o mérito da medida, o parlamentar mantém cautela quanto à velocidade da tramitação, rejeitando pressões de integrantes do governo para acelerar o processo sem uma análise aprofundada dos impactos produtivos e ajustes técnicos necessários. Alcolumbre chegou a classificar declarações de ministros como Guilherme Boulos como uma ameaça à independência do Legislativo, reforçando que o cronograma final de votação será definido em conjunto com lideranças e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seguindo estritamente o rito regimental.
O debate no Senado tem sido marcado por tensões entre os setores envolvidos. Enquanto centrais sindicais celebram a proposta como um avanço necessário para a qualidade de vida do trabalhador, representantes do setor produtivo solicitam um período de adaptação para evitar prejuízos operacionais. A senadora Teresa Leitão reforçou que o calendário de votação segue os trâmites parlamentares e não está atrelado a motivações eleitorais. A proposta, que se consolidou como um dos principais eixos da agenda legislativa de 2026, segue sendo discutida sob o rito formal da Casa, equilibrando as demandas de movimentos sociais com a necessidade de cautela técnica sobre os efeitos da alteração nas escalas de trabalho.
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