A Raízen reduziu investimentos após reportar prejuízo bilionário e alavancagem elevada, em meio à reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas.
A Raízen anunciou um corte adicional de R$ 1 bilhão em investimentos para o novo ano fiscal, reforçando sua estratégia de contenção de gastos após reportar um prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26. O resultado foi pressionado por despesas financeiras, custos de reestruturação e provisões de impairment, elevando a alavancagem da companhia para 5,2 vezes a relação dívida líquida/Ebitda. Analistas do mercado apontam preocupações com a continuidade da queima de caixa, apesar do desempenho positivo da divisão de distribuição de combustíveis no Brasil, que apresentou alta de 60,4% no Ebitda ajustado.
Este cenário ocorre logo após a conclusão da reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas, que incluiu a conversão de débitos em participação acionária. A empresa busca agora estabilizar sua saúde financeira por meio de medidas como a venda de operações na Argentina e a reorganização estrutural, com a divisão das operações de combustíveis e produção de açúcar e etanol prevista para 2027.
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