Mesmo com a reabertura da via, economias vulneráveis seguem sob pressão devido à alta nos custos de alimentos e combustíveis após 100 dias de crise.
Apesar da recente reabertura do Estreito de Ormuz, que trouxe um alívio imediato aos mercados globais de energia, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) alertou que os danos estruturais persistem. O bloqueio de 100 dias, decorrente do conflito entre os Estados Unidos e o Irã iniciado em fevereiro, desestabilizou cadeias de suprimentos essenciais que levam tempo para serem normalizadas. O impacto é sentido de forma desproporcional em 61 economias vulneráveis, onde a alta nos preços de importação de combustíveis e fertilizantes compromete a segurança alimentar básica. A agência da ONU reforçou a necessidade de cooperação internacional para auxiliar as nações mais afetadas, alertando que a continuidade da inflação nos custos de insumos básicos eleva o risco de crises humanitárias e desnutrição infantil em regiões de baixa renda.
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