Analistas alertam para uma iminente e severa disrupção no mercado de energia após o choque no Estreito de Hormuz, apesar de a demanda ainda não ter colapsado.
O mercado global de petróleo enfrenta uma situação insustentável devido ao choque no Estreito de Hormuz, com analistas e comerciantes alertando para um ajuste severo e iminente. Apesar de a demanda ainda não ter sido derrubada, países ricos estão utilizando suas reservas estratégicas e pagando mais para manter o suprimento. Essa estratégia de curto prazo não é vista como sustentável, e a expectativa é que a demanda global de petróleo seja afetada em breve.
Daniel Yergin, vice-presidente da S&P Global, reforçou a gravidade da situação, descrevendo-a como a "maior disrupção de energia que já vimos". A discussão, que ocorreu no programa Bloomberg This Weekend, sublinha a preocupação generalizada de que, apesar dos esforços para estabilizar o mercado, uma correção significativa é esperada, com potenciais impactos na economia global. Yergin também observou que, apesar da seriedade da crise, os preços do petróleo ainda não alcançaram os níveis máximos anteriores, quando ajustados pela inflação.
O cenário atual também envolve discussões políticas sobre a crise energética. Peggy Collins, chefe da Bloomberg News Washington Bureau, e Jeff Mason, correspondente da Casa Branca, participaram de uma conversa sobre os últimos desenvolvimentos políticos relacionados ao choque de petróleo, indicando que a situação está sendo monitorada de perto em altos níveis governamentais.
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