O índice encerrou o semestre aos 172.024 pontos, com desempenho desigual entre setores em meio à saída de capital estrangeiro.
O Ibovespa encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma valorização acumulada de 6,76%, fechando o último pregão de junho aos 172.024 pontos. Apesar do saldo positivo no período, o mercado brasileiro enfrentou um segundo trimestre desafiador, registrando em junho sua quarta queda mensal consecutiva. A perda de fôlego do índice, que chegou a testar patamares próximos aos 200 mil pontos em abril, foi impulsionada pela reversão do fluxo de capital estrangeiro e pela migração de investimentos globais para o setor de tecnologia nos Estados Unidos. Internamente, a volatilidade foi agravada por incertezas fiscais e indicadores do mercado de trabalho abaixo das expectativas.
O desempenho das ações no semestre foi marcado por uma forte dispersão setorial. Enquanto papéis de siderurgia e saneamento, como a Copasa, registraram altas superiores a 30% impulsionadas por movimentos de privatização e demanda, outros setores sofreram com o ambiente macroeconômico. Empresas de varejo e construção civil, a exemplo de Magazine Luiza e MRV, enfrentaram dificuldades devido ao impacto dos juros elevados sobre o endividamento. O cenário de cautela permanece, com investidores monitorando de perto a sustentabilidade das contas públicas e a resiliência das petroleiras, que mantiveram resultados positivos sustentadas pelos preços da commodity.
InfoMoney • 30 jun, 18:21
Times Brasil • 30 jun, 17:44
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