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Ibovespa fecha semestre com alta de 6,76% apesar de queda em junho

O índice encerrou o semestre aos 172.024 pontos, com desempenho desigual entre setores em meio à saída de capital estrangeiro.

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Foto: InfoMoney
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30/06 às 18:15 · atualizado 18:33

Pontos principais

  • O Ibovespa acumulou alta de 6,76% no primeiro semestre de 2026, apesar da queda mensal de 1,01% em junho.
  • Setores como siderurgia e saneamento, com destaque para a valorização da Copasa, impulsionaram ganhos específicos no período.
  • A saída de capital estrangeiro e a migração de recursos para o setor de tecnologia nos EUA pesaram sobre o desempenho recente.
  • Empresas de varejo e construção, como Magazine Luiza e MRV, foram pressionadas pelo cenário de juros elevados.
  • O déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio e dados fracos do Caged reforçaram a cautela dos investidores com o cenário fiscal.

O Ibovespa encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma valorização acumulada de 6,76%, fechando o último pregão de junho aos 172.024 pontos. Apesar do saldo positivo no período, o mercado brasileiro enfrentou um segundo trimestre desafiador, registrando em junho sua quarta queda mensal consecutiva. A perda de fôlego do índice, que chegou a testar patamares próximos aos 200 mil pontos em abril, foi impulsionada pela reversão do fluxo de capital estrangeiro e pela migração de investimentos globais para o setor de tecnologia nos Estados Unidos. Internamente, a volatilidade foi agravada por incertezas fiscais e indicadores do mercado de trabalho abaixo das expectativas.

O desempenho das ações no semestre foi marcado por uma forte dispersão setorial. Enquanto papéis de siderurgia e saneamento, como a Copasa, registraram altas superiores a 30% impulsionadas por movimentos de privatização e demanda, outros setores sofreram com o ambiente macroeconômico. Empresas de varejo e construção civil, a exemplo de Magazine Luiza e MRV, enfrentaram dificuldades devido ao impacto dos juros elevados sobre o endividamento. O cenário de cautela permanece, com investidores monitorando de perto a sustentabilidade das contas públicas e a resiliência das petroleiras, que mantiveram resultados positivos sustentadas pelos preços da commodity.

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