Ibovespa acumula oito semanas de queda e busca sinal de repique
O Ibovespa acumula queda superior a 15% após atingir máxima histórica, pressionado por incertezas fiscais, juros elevados e saída de capital.
Pontos principais
- O Ibovespa registra oito semanas consecutivas de perdas, a pior sequência negativa da história do índice.
- O índice recuou de sua máxima histórica de 199.354 pontos para a faixa dos 169 mil pontos.
- Analistas técnicos identificam a região entre 165 mil e 168 mil pontos como um suporte decisivo para o curto prazo.
- Instituições como XP e Morgan Stanley projetam cenários de baixa que podem levar o índice a patamares entre 145 mil e 156 mil pontos.
- A desvalorização é atribuída à realização de lucros, saída de capital estrangeiro e preocupações com o cenário fiscal e eleitoral de 2026.
O mercado financeiro brasileiro atravessa um período de instabilidade acentuada, com o Ibovespa acumulando oito semanas consecutivas de perdas, a pior sequência negativa já registrada pelo benchmark da B3. O índice, que atingiu a máxima histórica de 199.354 pontos, recuou mais de 15% e opera atualmente na faixa dos 169 mil pontos. A correção é disseminada, atingindo severamente setores como varejo, construção civil e educação, enquanto apenas seis papéis, entre eles Usiminas e Gerdau, conseguiram sustentar ganhos no período. A pressão vendedora é alimentada por um cenário de juros elevados, saída de capital estrangeiro e incertezas crescentes sobre o quadro fiscal e o horizonte eleitoral de 2026.
Analistas técnicos agora monitoram a região entre 165 mil e 168 mil pontos como um suporte decisivo para o curto prazo. Embora indicadores como o IFR sugiram uma zona de sobrevenda que poderia favorecer um repique, a perda de médias móveis relevantes mantém a cautela elevada. Instituições como XP e Morgan Stanley alertam para cenários mais pessimistas, projetando que o índice possa testar patamares entre 145 mil e 156 mil pontos caso a pressão vendedora persista. O mercado segue atento ao fluxo institucional na tentativa de retomar a trajetória de alta, enquanto a volatilidade permanece como a principal característica das negociações.
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