O mercado de ações brasileiro encerrou maio de 2026 com uma desvalorização de 7,22%, consolidando o pior resultado mensal desde 2023. O cenário foi marcado por uma forte pressão vendedora, com a saída líquida de R$ 14,1 bilhões de investidores estrangeiros, além da valorização do dólar comercial. A volatilidade foi intensificada pela temporada de resultados do primeiro trimestre e por uma postura mais cautelosa de grandes instituições financeiras, como UBS e JPMorgan, que monitoram a polarização política esperada para o pleito de 2026. Enquanto empresas como Cosan e Magazine Luiza sofreram quedas superiores a 25%, o setor de siderurgia apresentou altas pontuais, destacando a disparidade setorial.
Além dos fatores corporativos, analistas apontam que a desaceleração no ritmo de corte de juros e as incertezas sobre o cenário fiscal pesam sobre o valuation dos ativos locais. Embora os dados do PIB do primeiro trimestre tenham indicado uma aceleração da atividade econômica, o mercado manteve o foco na fuga de capital e nos riscos geopolíticos. A persistência desse movimento levanta preocupações sobre a liquidez no curto prazo, enquanto investidores buscam sinais de estabilização macroeconômica e clareza sobre as diretrizes econômicas para o próximo ciclo eleitoral.
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