O Ibovespa fechou em alta, impulsionado por balanços corporativos positivos e um alívio no cenário geopolítico, apesar da preocupação com o preço do petróleo.
O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,67%, atingindo 186.844 pontos, impulsionado por balanços corporativos positivos e pela repercussão de fatores externos. A Ambev (ABEV3) destacou-se com uma valorização de 15,3% após apresentar resultados trimestrais acima das expectativas do mercado. O alívio no cenário geopolítico, com a percepção de enfraquecimento do conflito no Oriente Médio após declarações da Casa Branca, contribuiu para o otimismo dos investidores. No entanto, a alta da bolsa foi impulsionada por ações de menor peso, com grandes empresas como Vale, Petrobras e Itaú não contribuindo significativamente para o avanço.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 14,50% ao ano, e a ata da reunião foi considerada cautelosa e em linha com o esperado, colaborando para o alívio dos ativos. O dólar comercial registrou queda de 1,12% frente ao real, contrariando a valorização do índice DXY globalmente, enquanto os juros futuros (DIs) terminaram a sessão anterior de forma mista no Brasil. No cenário internacional, os principais índices de Nova York (Dow Jones, S&P 500, Nasdaq) terminaram a sessão anterior com altas, impulsionados por resultados trimestrais de empresas americanas. Investidores em Wall Street estão otimistas com os lucros de empresas de tecnologia e do S&P 500, além da crença em uma resolução para o conflito entre EUA e Irã.
Especialistas apontam que, embora o mercado interprete o Irã como enfraquecido, o Estreito de Ormuz ainda pressiona o preço do petróleo. A correlação entre o mercado brasileiro e o externo foi retomada, com índices americanos em alta e a geopolítica influenciando globalmente. Analistas acreditam que o mercado americano já precifica uma vitória dos EUA na crise internacional e mantém otimismo com as Big Techs. O monitoramento do Estreito de Ormuz é crucial, pois o petróleo a US$ 110 pode gerar inflação e juros mais altos no futuro.
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