O Ibovespa registra sua pior sequência histórica de quedas, perdendo o patamar dos 170 mil pontos após atingir máxima histórica em abril.
O mercado de ações brasileiro atravessa um período de correção acentuada, acumulando oito semanas consecutivas de perdas, o que configura a pior sequência histórica já registrada pelo Ibovespa, superando o recorde negativo de 2004. Desde que atingiu a máxima histórica de 199.354 pontos em abril, o índice recuou mais de 15%, fechando recentemente abaixo da marca dos 170 mil pontos. O movimento de desvalorização resultou em uma perda de R$ 778,1 bilhões no valor de mercado das 305 empresas listadas na B3, com a Petrobras liderando as perdas nominais, totalizando R$ 85 bilhões a menos em valor de mercado. A pressão vendedora é intensificada pela realização de lucros por parte de investidores estrangeiros e por um cenário macroeconômico global que impacta o apetite ao risco. A estrutura gráfica atual aponta para a perda de suportes importantes e o rompimento de médias móveis de curto prazo, gerando cautela entre os analistas. Especialistas indicam que, na ausência de sinais claros de reversão, o índice pode buscar novos patamares de suporte, situados em 165 mil e 154 mil pontos, em um cenário de incertezas que ainda não apresenta prazo definido para uma retomada consistente dos ativos locais.
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