Setor lida com instabilidade cambial, novas tarifas dos EUA e previsão de um El Niño severo que ameaça a produtividade agrícola no segundo semestre.
O agronegócio brasileiro projeta um segundo semestre de 2026 marcado por instabilidades macroeconômicas e climáticas. Segundo o Rabobank, o cenário é pressionado por uma taxa Selic elevada em 13,25% e um câmbio cotado a R$ 5,35, fatores que agravam a inadimplência no crédito rural, que alcançou o patamar recorde de 13,3%. Esse aperto financeiro já reflete na cadeia produtiva, com uma queda estimada de 8,2% na entrega de fertilizantes. Paralelamente, o setor enfrenta barreiras comerciais externas, incluindo novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos como açúcar e café, além de exigências sanitárias mais rigorosas da União Europeia para a importação de carnes. A situação é agravada pela previsão de um fenômeno El Niño de proporções históricas, que ameaça comprometer a produtividade das safras e elevar a incerteza para os produtores nacionais.
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