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El Niño pode encarecer alimentos no Brasil no segundo semestre de 2026

Previsão de 82% de chance para o fenômeno El Niño gera alerta sobre alta nos preços de carnes, laticínios e frutas devido a impactos climáticos.

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Foto: Times Brasil
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05/06 às 08:45

Pontos principais

  • A agência americana NOAA aponta 82% de probabilidade de El Niño no segundo semestre de 2026.
  • O fenômeno deve provocar secas no Norte e Nordeste e excesso de chuvas no Sul do país.
  • A pecuária será afetada pela degradação de pastagens, elevando custos de produção de carne e leite.
  • Especialistas indicam que o El Niño potencializa eventos extremos causados pelo aquecimento global.

A previsão da agência americana NOAA de 82% de chance para a ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 acendeu um alerta para a inflação de alimentos no Brasil. O fenômeno climático deve desregular o regime de chuvas, provocando secas severas nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o Sul enfrenta riscos de excesso de precipitação. Essas variações climáticas impactam diretamente a produtividade agrícola e a pecuária, que sofrerá com a escassez de pastagens e o consequente aumento nos custos de suplementação animal, pressionando os preços de carnes e laticínios ao consumidor final. Embora a intensidade exata do fenômeno ainda seja incerta, com modelos mais precisos esperados para junho, especialistas destacam que o El Niño atua como um amplificador de eventos extremos, tornando o cenário de produção agrícola mais desafiador e volátil para o mercado interno.

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