Após um início de ano marcado por um crescimento de 2% no primeiro trimestre, o agronegócio brasileiro enfrenta um cenário de incertezas para os próximos anos. Especialistas alertam que a combinação entre o fenômeno climático El Niño, que deve impactar o regime de chuvas em diversas regiões do país a partir de junho, e a escalada nos custos de produção pode frear o desempenho do setor até 2027. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio tem sido um fator determinante para o encarecimento dos fertilizantes, elevando os gastos operacionais dos agricultores. Somado a isso, o endividamento rural e o patamar elevado dos juros limitam a capacidade de investimento em tecnologia, essencial para mitigar riscos climáticos. Enquanto a pecuária passa por uma fase de transição de ciclo, o setor como um todo busca estratégias para manter a produtividade diante das pressões financeiras e ambientais.
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