Agronegócio brasileiro enfrenta riscos climáticos e alta de custos
Setor agropecuário projeta retração até 2027 devido ao impacto do El Niño e ao encarecimento dos fertilizantes no mercado internacional.
Pontos principais
- O setor agropecuário registrou crescimento de 2% no primeiro trimestre, mas especialistas preveem queda para o restante do ano.
- O fenômeno El Niño, previsto para meados de 2025, ameaça colheitas com secas no Centro-Norte e excesso de chuvas no Sul.
- Conflitos no Oriente Médio elevaram os preços dos fertilizantes, pressionando a rentabilidade dos produtores.
- O endividamento do setor e os juros elevados restringem novos investimentos em tecnologia e insumos.
Após um início de ano marcado por um crescimento de 2% no primeiro trimestre, o agronegócio brasileiro enfrenta um cenário de incertezas para os próximos anos. Especialistas alertam que a combinação entre o fenômeno climático El Niño, que deve impactar o regime de chuvas em diversas regiões do país a partir de junho, e a escalada nos custos de produção pode frear o desempenho do setor até 2027. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio tem sido um fator determinante para o encarecimento dos fertilizantes, elevando os gastos operacionais dos agricultores. Somado a isso, o endividamento rural e o patamar elevado dos juros limitam a capacidade de investimento em tecnologia, essencial para mitigar riscos climáticos. Enquanto a pecuária passa por uma fase de transição de ciclo, o setor como um todo busca estratégias para manter a produtividade diante das pressões financeiras e ambientais.
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