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Agronegócio brasileiro enfrenta riscos climáticos e custos elevados

Setor projeta retração até 2027 devido ao El Niño, alta nos preços de fertilizantes e dificuldades de crédito para produtores.

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Foto: G1 - Economia
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02/06 às 03:32

Pontos principais

  • Previsão de queda no PIB da agropecuária brasileira para 2026 após início de ano positivo.
  • Fenômeno El Niño ameaça colheitas com secas no Centro-Norte e chuvas excessivas no Sul.
  • Conflitos no Oriente Médio elevam custos de fertilizantes, pressionando a rentabilidade.
  • Valorização do real e ampla oferta global de grãos reduzem o faturamento do setor.
  • Endividamento crescente dos produtores pode limitar a área plantada e o uso de tecnologias.

O agronegócio brasileiro, pilar fundamental da economia nacional, projeta um cenário de retração até 2027. O setor enfrenta uma combinação de fatores adversos, incluindo a ameaça climática do El Niño, que compromete a produtividade com secas e chuvas irregulares, e a pressão inflacionária sobre os insumos. O aumento nos preços dos fertilizantes, agravado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, eleva os custos de produção em um momento de margens apertadas pela ampla oferta global de grãos e pela valorização do real frente ao dólar. A situação é agravada por um ambiente de crédito mais restrito, que eleva o endividamento dos produtores rurais. Essa conjuntura impõe desafios significativos à manutenção da produtividade e pode resultar em uma redução da área plantada, impactando diretamente o desempenho do PIB agropecuário nos próximos anos.

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