Fenômeno climático pode pressionar a inflação brasileira e limitar cortes na taxa Selic, apesar da maior resiliência tecnológica do agronegócio.
A possibilidade de um Super El Niño entre 2026 e 2027 acendeu um alerta no mercado financeiro e entre autoridades econômicas brasileiras. Embora o agronegócio nacional conte hoje com maior resiliência produtiva e tecnológica do que em ciclos passados, o fenômeno é visto pelo Copom como um fator de risco inflacionário relevante, capaz de limitar o ritmo de cortes da taxa Selic. Especialistas destacam que culturas como café e milho safrinha são as mais sensíveis às variações climáticas, enquanto o mercado global de commodities ainda não precificou totalmente os riscos de oferta. Além do impacto direto no campo, a previsão climática sugere pressões sobre o setor elétrico, com a possível necessidade de acionamento da bandeira tarifária vermelha a partir do segundo semestre de 2026, o que elevaria os custos para consumidores e empresas.
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