Previsão de Super El Niño entre 2026 e 2027 preocupa mercado e Copom
Fenômeno climático pode pressionar a inflação brasileira e limitar cortes na taxa Selic, apesar da maior resiliência tecnológica do agronegócio.
Pontos principais
- A NOAA estima probabilidade superior a 80% para a ocorrência de um Super El Niño com anomalia térmica acima de 2,5 graus.
- O Copom avalia o fenômeno como um risco inflacionário que pode restringir a flexibilização da política monetária e da taxa Selic.
- Setores de café, milho safrinha e açúcar são identificados como os mais vulneráveis a possíveis quebras de safra.
- Projeções indicam o possível retorno da bandeira tarifária vermelha nas contas de luz a partir do segundo semestre de 2026.
A possibilidade de um Super El Niño entre 2026 e 2027 acendeu um alerta no mercado financeiro e entre autoridades econômicas brasileiras. Embora o agronegócio nacional conte hoje com maior resiliência produtiva e tecnológica do que em ciclos passados, o fenômeno é visto pelo Copom como um fator de risco inflacionário relevante, capaz de limitar o ritmo de cortes da taxa Selic. Especialistas destacam que culturas como café e milho safrinha são as mais sensíveis às variações climáticas, enquanto o mercado global de commodities ainda não precificou totalmente os riscos de oferta. Além do impacto direto no campo, a previsão climática sugere pressões sobre o setor elétrico, com a possível necessidade de acionamento da bandeira tarifária vermelha a partir do segundo semestre de 2026, o que elevaria os custos para consumidores e empresas.
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