CNI projeta manutenção de tarifas americanas sobre produtos brasileiros
Apesar da forte oposição em audiência pública, expectativa é que EUA mantenham novas tarifas que podem elevar tributos de 10% para 37,5%.
Pontos principais
- Levantamento da CNI aponta que a maioria dos participantes da audiência do USTR rejeita as novas tarifas.
- A medida tem potencial para impactar 31,6% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.
- O governo brasileiro interpreta a decisão americana como uma medida de motivação política, ignorando dados técnicos.
- Negociadores brasileiros afirmam que as evidências técnicas apresentadas ao longo do último ano não foram consideradas pelos EUA.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que o governo dos Estados Unidos deve manter a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, apesar da ampla rejeição registrada durante audiência pública do USTR. A medida, que elevaria os tributos de 10% para 37,5%, atingiria cerca de 31,6% do volume total das exportações do Brasil para o mercado americano. Para o governo brasileiro, a decisão possui caráter político e ignora os dados técnicos apresentados pelo país ao longo do último ano. A expectativa é que, mesmo com a pressão contrária, o governo Trump mantenha a política tarifária, realizando apenas ajustes marginais. O cenário gera preocupação no setor produtivo nacional, que teme uma perda significativa de competitividade em um dos seus principais parceiros comerciais, reforçando o impasse nas negociações bilaterais entre as duas nações.
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