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Nova política tarifária dos EUA pode taxar um terço das exportações do Brasil

Governo brasileiro avalia concessões comerciais para evitar tarifas de até 37,5% sobre produtos nacionais impostas pela administração Trump.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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15/06 às 10:05 · atualizado 17:03

Pontos principais

  • Cerca de 31,6% das exportações brasileiras para os EUA podem enfrentar alíquotas de 37,5%, um aumento frente aos 10% atuais.
  • O governo dos EUA cita investigações sob a Seção 301, abrangendo temas como PIX, desmatamento, regulação de redes sociais e propriedade intelectual.
  • Setores como agronegócio, ferro-gusa, açúcar e álcool etílico estão entre os mais vulneráveis à medida.
  • O governo brasileiro busca negociar com a administração de Donald Trump para contornar novas barreiras tarifárias.
  • Diplomatas e técnicos brasileiros analisam quais concessões podem ser feitas sem prejudicar a economia interna.
  • A proposta ainda passará por consultas públicas e audiências antes de uma decisão final sobre a implementação das tarifas.

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a nova política tarifária proposta pelo governo do presidente Donald Trump pode impactar significativamente a balança comercial brasileira. O levantamento indica que aproximadamente 31,6% das exportações do Brasil para os Estados Unidos estariam sujeitas a uma taxação de 37,5%. A iniciativa norte-americana, fundamentada na Seção 301, contesta políticas brasileiras específicas, incluindo o uso do PIX, estratégias de combate ao desmatamento, a regulação de redes sociais, além de preocupações com a proteção à propriedade intelectual e o combate à corrupção. Produtos como ferro-gusa, açúcar e álcool etílico figuram entre os itens mais expostos à sobretaxa.

Diante do cenário de incerteza e da ameaça de tarifas que podem chegar a 25% ou mais, o governo brasileiro iniciou uma estratégia de negociação para tentar contornar as barreiras. Diplomatas e técnicos do governo avaliam quais concessões comerciais podem ser oferecidas à administração Trump sem comprometer a economia interna. O objetivo central é manter o acesso ao mercado americano e evitar que o protecionismo eleve os custos para o setor produtivo nacional. A proposta segue para a fase de consultas públicas e audiências nos Estados Unidos, enquanto o Brasil intensifica o diálogo técnico para mitigar os impactos dessa escalada comercial.

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