A 100 dias do primeiro turno, o TSE enfrenta recorde de processos eleitorais focados no uso indevido de inteligência artificial e propaganda irregular.
A 100 dias do primeiro turno das eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrenta uma demanda crescente por fiscalização, com 135 representações já protocoladas. O cenário é marcado por um volume de processos significativamente maior do que o observado no pleito de 2022, impulsionado principalmente pelo uso de inteligência artificial nas campanhas. Sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques, que assumiu o cargo em maio, o tribunal adotou uma postura de maior centralização na análise das infrações. As novas diretrizes do TSE impõem regras rígidas contra a desinformação, proibindo assistentes de IA para recomendação de candidatos e exigindo a remoção imediata de conteúdos classificados como deepfakes. A Justiça Eleitoral tem atuado em diversas frentes, abrangendo desde a fiscalização de propaganda antecipada até a suspensão de pesquisas eleitorais que apresentam inconsistências metodológicas, buscando garantir a integridade do processo democrático.
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