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Suprema Corte dos EUA valida restrições migratórias de Trump

Tribunal autoriza fim de proteções humanitárias para haitianos e sírios e amplia poder de bloqueio a solicitantes de asilo na fronteira.

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Foto: InfoMoney
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26/06 às 08:32 · atualizado 14:04

Pontos principais

  • Suprema Corte aprovou, por 6 votos a 3, o encerramento do Status de Proteção Temporária (TPS) para haitianos e sírios.
  • A decisão afeta cerca de 350 mil haitianos e mais de 6 mil sírios que residiam legalmente nos EUA sob o programa.
  • O tribunal entendeu que a legislação federal limita a revisão judicial sobre decisões administrativas do Poder Executivo em questões migratórias.
  • Autoridades ganharam autorização para bloquear fisicamente solicitantes de asilo e ampliar deportações, inclusive de residentes permanentes.
  • A medida remove a proteção jurídica que permitia a permanência e o trabalho desses imigrantes, embora não implique deportações imediatas.

A Suprema Corte dos Estados Unidos proferiu decisões que fortalecem a política de restrição migratória do governo de Donald Trump. Por 6 votos a 3, o tribunal autorizou o encerramento do Status de Proteção Temporária (TPS) para haitianos e sírios, estabelecendo que o Judiciário não possui competência para questionar os processos administrativos de revogação do Departamento de Segurança Interna. A medida afeta diretamente cerca de 350 mil haitianos e mais de 6 mil sírios, removendo a base jurídica que garantia a permanência e o direito ao trabalho desses indivíduos no país.

Além do fim das proteções humanitárias, a Corte permitiu que autoridades bloqueiem fisicamente solicitantes de asilo na fronteira com o México e ampliou a discricionariedade dos agentes para realizar deportações. Embora a decisão não resulte em expulsões imediatas, ela consolida a autoridade do Executivo para reduzir programas de proteção criados por administrações anteriores. O debate interno no tribunal foi marcado pela divergência da juíza Elena Kagan, que manifestou preocupações sobre possíveis motivações discriminatórias, enquanto o governo defende que o programa não deve ser tratado como uma anistia permanente.

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