Novas normas antidesmatamento da União Europeia impõem desafios de rastreabilidade que ameaçam a exportação de pequenos produtores brasileiros.
Um estudo da UFRJ aponta que o novo regulamento antidesmatamento da União Europeia (EUDR) coloca em risco a competitividade de pequenos cafeicultores brasileiros. A norma exige que os exportadores comprovem que seus produtos não provêm de áreas desmatadas após dezembro de 2020, uma exigência que impõe desafios técnicos e de regularização fundiária significativos para produtores de menor escala. Como o bloco europeu é o principal destino do café brasileiro, a dificuldade de adaptação pode afetar severamente o setor.
Analistas classificam a medida como uma forma de protecionismo verde, que pode beneficiar grandes produtores ou países com menor risco de desmatamento, como o Vietnã. Com a vigência da regra adiada para junho de 2027, o setor busca utilizar esse período para fortalecer a diplomacia e implementar sistemas de apoio técnico que garantam a permanência dos pequenos agricultores no mercado internacional.
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