Jaques Wagner admite vínculo com ex-sócio do banco Master
O senador criticou a ação da PF, classificou-a como 'patacoada' e deixou a liderança do governo no Senado para focar em sua defesa.
Pontos principais
- Jaques Wagner confirmou ter conhecido o ex-sócio do banco Master, Augusto Lima, durante negociações do cartão Credcesta em 2018.
- O parlamentar é investigado na Operação Compliance Zero por suspeitas de recebimento de propina e um imóvel de R$ 2,5 milhões.
- Wagner classificou a divulgação de fotos da operação em seu apartamento como uma 'espetacularização' e 'patacoada'.
- Após reunião com o presidente Lula, o senador deixou a liderança do governo no Senado, cargo assumido pela senadora Teresa Leitão.
- Wagner nega irregularidades e afirma que o banco foi viabilizado durante a gestão anterior, sob o comando de Roberto Campos Neto no Banco Central.
O senador Jaques Wagner confirmou publicamente ter mantido relação com um ex-sócio do banco Master, instituição que é alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. O parlamentar é investigado sob suspeita de recebimento de propina e pela aquisição de um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões. Em resposta à operação, Wagner expressou forte descontentamento com a condução das diligências, classificando a exposição de imagens de valores apreendidos em sua residência como uma 'espetacularização' e uma 'patacoada', comparando os métodos aos utilizados durante a Lava Jato. Ele sustenta que seus vínculos com o empresário Augusto Lima, conhecido durante negociações do cartão Credcesta em 2018, são estritamente contratuais e nega qualquer troca de favores.
Após o episódio, o senador revelou ter levado sua insatisfação diretamente ao presidente Lula, argumentando que busca apenas a correção de procedimentos e não proteção política. Em decorrência das investigações, Wagner decidiu afastar-se da liderança do governo no Senado para dedicar-se integralmente à sua defesa jurídica, sendo substituído no posto pela senadora Teresa Leitão. O parlamentar também pontuou que o banco em questão foi viabilizado durante o governo de Jair Bolsonaro, sob a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, reforçando sua confiança de que as apurações não encontrarão evidências de irregularidades em suas relações financeiras.
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