Levantamento do IBGE aponta que mulheres em organizações sem fins lucrativos recebem 95,3% da remuneração masculina, superando o setor privado.
Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgados pelo IBGE, revelam que as entidades sem fins lucrativos possuem a menor disparidade salarial entre gêneros no Brasil. Enquanto o setor privado registra uma diferença significativa, com mulheres recebendo 78,1% do salário dos homens, e a administração pública apresenta 82%, as organizações sem fins lucrativos alcançam uma paridade de 95,3%. Especialistas sugerem que esse cenário pode estar atrelado ao foco dessas instituições em assistência social e à maior representatividade feminina nessas áreas de atuação. Embora a Lei 14.611, conhecida como Lei de Igualdade Salarial, busque mitigar essas distorções no mercado de trabalho, o levantamento reforça que elementos estruturais, como a ocupação de cargos de liderança e os impactos da maternidade na carreira, continuam a influenciar as médias salariais em diferentes setores da economia brasileira.
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