Relatório do MTE revela que mulheres ganham 21,3% menos que homens, com a desigualdade crescendo apesar do aumento na contratação feminina.
O 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelou que a diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil é de 21,3% em empresas com mais de cem funcionários. O estudo analisou dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 53,5 mil empresas, evidenciando uma persistente e crescente disparidade de remuneração entre os gêneros, que passou de 20,7% em 2023 para 21,3% em 2025, e de 19,4% em 2024 para 21,3% em 2026. Considerando o salário mediano de contratação, a diferença é de 14,3%.
Apesar do aumento de 11% na contratação de mulheres entre 2023 e 2025, adicionando cerca de 800 mil postos de trabalho e atingindo 8 milhões (41,4% do mercado total), e de 29% para mulheres negras e pardas entre 2023 e 2026, a desigualdade salarial se acentuou. Mulheres negras são as mais afetadas, recebendo em média R$ 3.026,66. A massa de rendimentos femininos representa apenas 35,2% do total, exigindo um acréscimo de R$ 95,5 bilhões para equiparação. A proporção de empresas que promovem mulheres aumentou de 38,8% para 48,7%.
A Lei nº 14.611/2023, conhecida como Lei da Igualdade Salarial, sancionada em 2023, busca combater essa discriminação, obrigando empresas com mais de 100 empregados a adotar medidas para garantir a equidade salarial e promover a transparência de remuneração.
Agência Brasil - EBC • 27 abr, 16:07
InfoMoney • 27 abr, 12:28
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