Desigualdade persiste no topo do serviço público federal brasileiro
Estudo do Ipea mostra que homens e pessoas brancas ainda ocupam a maioria dos cargos de direção no governo federal, apesar de avanços recentes.
Pontos principais
- Homens ocuparam 75% dos cargos de direção no serviço público federal entre 1999 e 2025.
- Pessoas brancas detiveram 78% das posições de chefia no mesmo período analisado.
- A participação feminina em cargos de liderança atingiu 40%, com crescimento acelerado desde 2022.
- Dados indicam que a maioria dos ocupantes de cargos de topo são servidores concursados, refutando o mito de predominância de indicações políticas.
Um levantamento realizado pelo Ipea revela que, embora tenha havido progressos significativos nas últimas décadas, a diversidade ainda é um desafio no alto escalão do serviço público federal brasileiro. Entre 1999 e 2025, a estrutura de comando estatal manteve uma predominância masculina e branca, com homens ocupando 75% das posições de direção e pessoas brancas representando 78% dos cargos de chefia. Contudo, a presença feminina apresentou uma trajetória de crescimento, alcançando 40% de representatividade com uma aceleração notável a partir de 2022. O estudo também desmistifica a ideia de que o topo da burocracia é dominado por indicações políticas, evidenciando que a maior parte dos gestores é composta por servidores concursados. A análise destaca ainda o papel do recrutamento externo e a alta circulação de lideranças como fatores que influenciam a composição e a experiência profissional dentro do Estado.
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