Comissão de Assuntos Sociais debate desafios no tratamento da hemofilia
Senado discute gargalos no acesso ao tratamento da hemofilia no SUS, com foco em desigualdades regionais, suporte integral e a demanda por terapias avançadas.
Pontos principais
- A Comissão de Assuntos Sociais do Senado debateu obstáculos no acesso a medicamentos e assistência especializada para pacientes com hemofilia.
- Especialistas reconhecem o programa brasileiro como referência internacional, mas apontam desigualdades regionais persistentes no acesso.
- Pesquisa da Abraphem indicou que 70% dos cuidadores enfrentam impactos significativos em suas rotinas devido à falta de suporte integral.
- O Ministério da Saúde reafirmou o compromisso com a incorporação de novas tecnologias e o fortalecimento da rede de atendimento nacional.
- Participantes do debate reivindicaram a universalização de terapias avançadas e menos invasivas para os pacientes.
- Foi solicitada a criação de uma linha de cuidados multiprofissional para garantir o suporte integral aos pacientes.
- O senador Flávio Arns se comprometeu a elaborar um documento oficial consolidando as demandas apresentadas durante a audiência.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal promoveu uma audiência pública para avaliar o cenário do tratamento da hemofilia no Brasil. Durante o debate, especialistas destacaram que, embora o programa brasileiro de assistência seja reconhecido internacionalmente como um modelo de referência, o país ainda enfrenta desafios críticos. A discussão evidenciou que, apesar dos avanços terapêuticos, o acesso aos tratamentos no SUS apresenta desigualdades regionais significativas, dificultando a equidade no atendimento. Representantes de pacientes reforçaram a necessidade de universalizar o acesso a terapias mais avançadas e menos invasivas, além de implementar uma linha de cuidados multiprofissional que contemple reabilitação e suporte psicológico.
Dados da Abraphem revelaram que 70% dos cuidadores sofrem impactos severos em suas vidas profissionais e familiares devido à falta de suporte integral e aos longos deslocamentos para centros especializados. Em resposta, o Ministério da Saúde reafirmou o compromisso com a incorporação de tecnologias baseadas em evidências e o fortalecimento da rede de assistência. Ao final da sessão, o senador Flávio Arns comprometeu-se a elaborar um documento oficial com as demandas apresentadas pelos debatedores, visando subsidiar futuras políticas públicas para o setor.
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