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CDH debate fiscalização e desafios financeiros do PL 411/2024 para idosos

Senado avalia novas regras para instituições de longa permanência, equilibrando a necessidade de fiscalização com riscos de inviabilidade financeira.

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25/06 às 10:36 · atualizado 15:07

Pontos principais

  • O PL 411/2024 propõe novas diretrizes de infraestrutura, saúde e acessibilidade para as ILPIs.
  • Debatedores alertam que o aumento de exigências, como câmeras e profissionais de Libras, pode sobrecarregar instituições filantrópicas.
  • Críticos apontam que o projeto transfere responsabilidades do Estado para as entidades sem prever fontes de financiamento adequadas.
  • A relatora Damares Alves reconheceu a necessidade de ajustes no texto e maior integração entre o SUS e o Suas.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal segue debatendo o Projeto de Lei 411/2024, que visa estabelecer novas normas para o funcionamento das instituições de longa permanência para idosos (ILPIs). Enquanto o texto original foca em aprimorar a fiscalização e a qualidade do atendimento, com propostas como a instalação de câmeras de monitoramento e a otimização do fluxo de medicamentos, a tramitação tem gerado um intenso debate sobre a sustentabilidade financeira do setor. Representantes de instituições alertam que a imposição de novas exigências de infraestrutura e acessibilidade, sem o devido aporte de recursos públicos, pode inviabilizar o funcionamento de diversas unidades filantrópicas, que compõem a maioria da rede de atendimento no país.

Durante as audiências públicas, especialistas destacaram que o projeto transfere responsabilidades estatais para as entidades, gerando custos operacionais que muitas instituições não teriam capacidade de absorver. Entre os pontos de maior preocupação estão a contratação de profissionais especializados, como intérpretes de Libras, e a adequação física exigida pela proposta. A senadora Damares Alves, relatora da matéria, reconheceu a complexidade do cenário e sinalizou que o texto passará por aprimoramentos. O foco das discussões agora se volta para a busca de um equilíbrio entre a garantia de direitos e a viabilidade econômica, reforçando a necessidade de uma integração mais eficiente entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (Suas) para assegurar o cuidado digno aos idosos.

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