A arrecadação federal cresceu 10,7% em maio, impulsionada por novos impostos e royalties, alcançando o maior valor da série histórica desde 1995.
A arrecadação federal brasileira atingiu o patamar recorde de R$ 266,79 bilhões em maio de 2026, consolidando um crescimento real de 10,7% na comparação anual. Divulgados oficialmente pela Receita Federal nesta quinta-feira (25), os dados confirmam que este é o maior volume registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O montante reflete a soma de impostos e contribuições federais, sendo acompanhado de perto por analistas econômicos para avaliar a saúde fiscal do país diante dos desafios orçamentários vigentes.
Esse desempenho foi sustentado por uma combinação de medidas fiscais, incluindo a tributação de apostas esportivas e fundos offshores. Adicionalmente, o cenário geopolítico externo, marcado pela gestão de Donald Trump nos Estados Unidos e tensões no Oriente Médio, impulsionou os preços do petróleo, elevando a receita com royalties. No acumulado de janeiro a maio, a arrecadação totalizou R$ 1,323 trilhão, representando uma alta de 6,42% acima da inflação em relação ao mesmo período de 2025. Apesar dos números positivos, o governo mantém a projeção de déficit nas contas públicas para 2026, evidenciando a dependência de fatores exógenos e mudanças estruturais para o equilíbrio fiscal.
Folha de São Paulo - Mercado • 25 jun, 12:26
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