Arrecadação federal atinge recorde de R$ 325,7 bilhões em janeiro, impulsionada por alta de impostos
A arrecadação federal em janeiro de 2026 alcançou R$ 325,7 bilhões, o maior valor em 32 anos, impulsionada pelo crescimento econômico e aumentos de impostos, contribuindo para a meta fiscal.
Pontos principais
- A arrecadação federal somou R$ 325,7 bilhões em janeiro de 2026, um aumento real de 3,56% em relação ao ano anterior, o maior valor mensal desde 1995.
- O recorde é atribuído ao crescimento da economia brasileira, aumentos de impostos e alterações legislativas, compensando perdas com royalties de petróleo.
- Houve alta significativa na arrecadação de IRRF-Rendimentos do Capital (32,56%) e IOF (49,05%), além de R$ 1,5 bilhão da tributação de apostas online.
- Outros fatores incluem a tributação de fundos exclusivos, mudanças em subvenções estaduais, retomada da tributação de combustíveis e imposto sobre encomendas internacionais.
- Receitas previdenciárias cresceram 5,48% em termos reais, impulsionadas pela massa salarial e pelo Simples Nacional, contribuindo para o cumprimento da meta fiscal de 2026.
A arrecadação federal brasileira atingiu um marco histórico em janeiro de 2026, totalizando R$ 325,7 bilhões. Este valor representa a maior arrecadação mensal desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995, superando em 3,56% o montante arrecadado no mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação. O recorde é resultado de uma combinação de fatores, incluindo o crescimento da economia brasileira e a implementação de diversas medidas de aumento de impostos pelo governo, que compensaram perdas com royalties de petróleo e reforçam o caixa do governo para a meta fiscal de superávit primário de R$ 34,3 bilhões para 2026.
Entre os principais impulsionadores da arrecadação, destacam-se o aumento significativo no Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre Rendimentos do Capital, que cresceu 32,56% devido a ganhos em renda fixa e elevação da alíquota de Juros sobre Capital Próprio (JCP) para 17,5%, e no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com alta de 49,05%. A tributação de apostas online e jogos de azar também contribuiu com R$ 1,5 bilhão, um aumento de 2.642% em relação ao ano anterior. Além disso, a arrecadação foi beneficiada pela tributação de fundos exclusivos, mudanças em subvenções estaduais, a retomada da tributação de combustíveis, o imposto sobre encomendas internacionais e a reoneração da folha de pagamentos.
Receitas previdenciárias, Pis/Cofins e IR sobre rendimentos do trabalho também apresentaram crescimento. As receitas previdenciárias, em particular, cresceram 5,48% em termos reais, impulsionadas pela massa salarial e pelo Simples Nacional. Por outro lado, tributos ligados à importação, como IPI e Imposto de Importação, apresentaram recuo real devido à redução do volume de importações e queda da taxa de câmbio.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
