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Petróleo oscila com escalada de tensão entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz

Após recuo inicial, preços do petróleo sobem com novos ataques dos EUA a alvos iranianos, elevando o temor de interrupções no Estreito de Ormuz.

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Foto: Bloomberg - Markets
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27/05 às 12:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O petróleo WTI subiu 1,86%, para US$ 90,33, enquanto o Brent avançou 1,8%, atingindo US$ 96 por barril.
  • Forças americanas realizaram ataques contra instalações militares iranianas e derrubaram drones na região.
  • O Irã havia proposto a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz em 30 dias, mas a Casa Branca negou qualquer acordo formal.
  • O presidente Donald Trump reiterou que o Estreito de Ormuz deve permanecer como águas internacionais.
  • O Citi alertou que a incerteza geopolítica pressiona os preços e a inflação global.
  • Bancos centrais monitoram a alta da commodity devido aos riscos para os custos de transporte e energia.

Os preços do petróleo registraram nova alta nos mercados internacionais, com o Brent superando a marca de US$ 96 por barril, após uma escalada nas tensões militares entre Washington e Teerã. Forças americanas realizaram ataques contra instalações militares iranianas e derrubaram drones, o que reaqueceu os temores de interrupções no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de energia. A movimentação militar ocorre logo após uma tentativa de negociação diplomática, na qual o Irã propôs a normalização do tráfego na região em 30 dias, proposta que foi prontamente desmentida pela Casa Branca.

O presidente Donald Trump mantém a postura de que o Estreito deve ser preservado como águas internacionais, enquanto o mercado reage com volatilidade à incerteza sobre a resolução do conflito. Analistas do Citi e de bancos centrais alertam que a persistência do impasse representa um risco contínuo para a economia global, podendo impactar diretamente a inflação por meio do encarecimento dos combustíveis e dos custos logísticos. Com a situação ainda instável, investidores permanecem cautelosos, aguardando novos desdobramentos diplomáticos ou militares que possam definir a tendência dos preços no curto prazo.

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