Keeta enfrenta ações judiciais por prática de compra intermediada
Restaurantes brasileiros processam a plataforma Keeta por incluir estabelecimentos no aplicativo sem autorização prévia.
Pontos principais
- A Keeta, braço da chinesa Meituan, utiliza a compra intermediada para expandir sua base de parceiros no Brasil.
- Donos de restaurantes alegam falta de controle sobre pedidos e prejuízos operacionais com a prática.
- A empresa opera atualmente em 11 cidades brasileiras.
- A estratégia é apontada como uma tentativa de acelerar o crescimento da startup no mercado local.
A plataforma de delivery Keeta, controlada pela gigante chinesa Meituan, tornou-se alvo de ações judiciais no Brasil devido à implementação da modalidade de compra intermediada. A prática consiste em listar restaurantes no aplicativo e realizar pedidos em nome dos clientes sem que haja um contrato formal ou autorização dos estabelecimentos. Donos de restaurantes argumentam que o modelo gera instabilidade operacional e falta de controle sobre a qualidade e o fluxo de entregas, resultando em prejuízos financeiros.
O movimento judicial reflete a resistência do setor à estratégia agressiva de expansão da empresa, que busca ganhar market share em um mercado altamente competitivo. Atualmente presente em 11 cidades brasileiras, a Keeta enfrenta o desafio de equilibrar sua meta de crescimento com a necessidade de conformidade regulatória e o relacionamento com parceiros locais, essenciais para a sustentabilidade do seu modelo de negócio no país.
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