Ibovespa futuro recua com queda do petróleo e alta do dólar
O índice opera em baixa pressionado pela desvalorização do petróleo e pela saída de fluxo de capital estrangeiro para os Estados Unidos.
Pontos principais
- O contrato futuro do Ibovespa recua 0,5% com a queda de 4% nas cotações do petróleo.
- As ações da Petrobras registram desvalorização superior a 2% no pregão.
- O dólar à vista subiu 0,13%, refletindo a cautela com mercados emergentes e a saída de capital para os EUA.
- O presidente Donald Trump confirmou que o Irã não cobrará pedágios no Estreito de Ormuz, reduzindo tensões geopolíticas.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, cumpre agenda na China focada em finanças verdes.
O Ibovespa futuro mantém trajetória de queda nesta quarta-feira, pressionado principalmente pela desvalorização de 4% no preço do petróleo. O movimento ocorre após o presidente Donald Trump confirmar que o Irã não cobrará pedágios de navios no Estreito de Ormuz, o que normalizou o fluxo na região e reduziu tensões geopolíticas. Esse cenário impacta diretamente papéis de peso no índice, como os da Petrobras, que registram queda superior a 2%. Além do setor de energia, o mercado brasileiro enfrenta a saída de fluxo de capital estrangeiro em direção aos Estados Unidos, o que impulsiona a alta do dólar e prejudica o desempenho da bolsa local.
Apesar do desempenho positivo das bolsas em Nova York, o mercado brasileiro segue cauteloso diante da valorização da moeda americana e de preocupações globais com o setor de tecnologia e a trajetória dos juros nos EUA e no Japão. Paralelamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cumpre agenda na China para tratar de finanças verdes, enquanto investidores aguardam indicadores macroeconômicos e resultados corporativos, como os da fabricante de chips Micron, que podem ditar o ritmo do apetite ao risco nos próximos dias.
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