Ibovespa fecha em queda de 0,25% pressionado por Vale e cenário global
O índice recuou para 172 mil pontos, impactado pela renúncia no conselho da Vale e aversão ao risco, enquanto a Petrobras limitou perdas com o petróleo.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,25%, atingindo 172.020 pontos.
- As ações da Vale recuaram 2,04% após a renúncia de Daniel Stieler do conselho de administração.
- A Petrobras registrou alta, impulsionada pela valorização do petróleo Brent após tensões no Estreito de Ormuz.
- O volume financeiro do pregão totalizou aproximadamente R$ 20,5 bilhões.
- Investidores mantêm cautela aguardando a ata do Federal Reserve e dados do IPCA de junho.
- O setor bancário e o de tecnologia apresentaram desempenho negativo, acompanhando a tendência de Nova York.
- A MRV&Co teve queda de 3,2% em antecipação à divulgação de sua prévia operacional.
O Ibovespa encerrou a sessão com desvalorização de 0,25%, pressionado por um cenário de aversão ao risco global e fatores internos específicos. A queda foi liderada pelas ações da Vale, que recuaram 2,04% após o anúncio da renúncia de Daniel Stieler do conselho de administração da mineradora, somado à desvalorização do minério de ferro no mercado chinês. O desempenho negativo do índice também refletiu o comportamento das bolsas em Nova York e na Europa, onde o setor de tecnologia exerceu pressão sobre o S&P 500.
Por outro lado, a Petrobras atuou como um contrapeso importante, registrando ganhos expressivos. A valorização das ações da estatal foi impulsionada pela alta do petróleo Brent, que reagiu a novos ataques geopolíticos no Estreito de Ormuz. Enquanto o mercado digere esses movimentos, o foco dos investidores permanece voltado para a agenda macroeconômica, com grande expectativa pela divulgação da ata do Federal Reserve e pelos dados do IPCA de junho, que deverão balizar as próximas decisões de política monetária e o apetite por risco nos próximos dias.
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