Estudo aponta que Rio Tietê não possui trechos livres de poluição
A Expedição Tietê 2025 detectou contaminação química, microbiológica e por microplásticos em toda a extensão do rio paulista.
Pontos principais
- A Expedição Tietê 2025 identificou presença de esgoto, agrotóxicos, fármacos e microplásticos em todos os pontos analisados.
- Foram encontrados 25 tipos de agrotóxicos e 16 substâncias, incluindo drogas ilícitas e fármacos, ao longo do curso d'água.
- O herbicida atrazina, proibido na União Europeia, foi detectado em níveis acima do permitido pela legislação brasileira.
- A poluição é agravada tanto por práticas agrícolas intensivas quanto pela falta de saneamento básico em áreas urbanas e rurais.
- A Fundação SOS Mata Atlântica defende um plano integrado de fiscalização e melhoria no tratamento de esgoto para a recuperação do rio.
Um estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, por meio da Expedição Tietê 2025, revelou um cenário crítico para o Rio Tietê. A análise demonstrou que não existe nenhum trecho do rio livre de contaminação, com a presença constante de microplásticos, esgoto doméstico, fármacos e agrotóxicos. Entre as substâncias identificadas, destaca-se o herbicida atrazina, que ultrapassa os limites legais permitidos, mesmo sendo uma substância proibida em diversos mercados internacionais como a União Europeia. A contaminação, que também inclui resíduos de drogas ilícitas, reflete o impacto combinado do descarte inadequado de efluentes urbanos e do uso intensivo de químicos na agricultura. Especialistas da fundação alertam que a reversão desse quadro exige uma abordagem integrada que envolva planejamento territorial rigoroso, fiscalização eficiente e investimentos estruturais em saneamento básico para garantir a recuperação da bacia hidrográfica.
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