Cientistas detectam microplásticos em girinos na Amazônia
Estudo inédito revela contaminação por microplásticos em girinos na Amazônia, alertando para a dispersão global de resíduos em áreas preservadas.
Pontos principais
- Pesquisadores da Universidade Federal do Pará identificaram microplásticos em todos os 100 girinos da espécie Scinax x-signatus analisados.
- As amostras foram coletadas no Parque Ecológico do Gunma, evidenciando a presença de poluentes em regiões remotas.
- A ingestão das partículas está associada à redução do peso corporal e a possíveis danos ao desenvolvimento dos anfíbios.
- A contaminação ocorre por meio de ventos, chuvas e descarte irregular de resíduos, impactando a cadeia alimentar local.
Um estudo inédito conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Pará confirmou a presença de microplásticos no organismo de girinos da espécie Scinax x-signatus, encontrados no Parque Ecológico do Gunma, na Amazônia. A análise de 100 espécimes revelou que todos apresentavam contaminação, reforçando o debate sobre a onipresença desses resíduos em ecossistemas preservados. Segundo a bióloga Fabrielle Barbosa de Araújo, a ingestão dessas partículas plásticas está diretamente ligada a um menor peso corporal e a riscos significativos para o desenvolvimento dos anfíbios. A poluição chega a essas áreas remotas por meio de correntes de vento, chuvas e pelo descarte inadequado de materiais, o que levanta preocupações sobre os impactos a longo prazo na saúde da fauna local e na integridade da cadeia alimentar amazônica.
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