Mais de 93% dos peixes no litoral do Paraná contêm microplásticos
Pesquisa do projeto Rebimar aponta contaminação por microplásticos em quase todos os peixes analisados nos mercados do litoral paranaense.
Pontos principais
- Levantamento identificou microplásticos em 93,6% das amostras de peixes coletadas na região.
- A contaminação também atinge 69% das aves marinhas e 80% das tartarugas encontradas mortas no litoral.
- Microplásticos são fragmentos menores que 5mm derivados da degradação de resíduos, pneus e tintas.
- Não há evidências conclusivas, até o momento, sobre riscos diretos à saúde humana pelo consumo da carne desses animais.
Um levantamento realizado pelo projeto Rebimar, com patrocínio da Petrobras, revelou que 93,6% dos peixes comercializados no litoral do Paraná apresentam microplásticos em seu trato digestivo. O estudo destaca a gravidade da poluição marinha na região, evidenciada também pela presença de resíduos em 69% das aves marinhas e em 80% das tartarugas encontradas mortas. Os microplásticos, definidos como fragmentos inferiores a 5mm, originam-se da degradação de diversos materiais, como plásticos descartados, pneus e tintas. Embora os dados ambientais sejam alarmantes, especialistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) esclarecem que ainda não existem evidências científicas conclusivas que associem o consumo do músculo desses peixes a riscos diretos à saúde humana. O monitoramento contínuo busca subsidiar políticas públicas voltadas à conservação marinha e ao controle da poluição nos ecossistemas costeiros.
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