Suprema Corte dos EUA nega direito de detento processar guardas
Por 6 votos a 3, a Corte impediu que um detento rastafári processasse agentes que cortaram seus dreadlocks à força, limitando a responsabilidade civil.
Pontos principais
- A decisão da Suprema Corte foi tomada por uma maioria conservadora de 6 votos a 3.
- O caso envolveu Damon Landor, um detento na Louisiana que teve o cabelo raspado à força em 2020, apesar de mantê-lo por 20 anos por motivos religiosos.
- O detento possuía uma decisão judicial prévia que garantia seu direito ao uso do cabelo conforme suas crenças rastafári.
- O Departamento de Correções da Louisiana admitiu que o tratamento violou a liberdade religiosa e alterou suas normas internas após o episódio.
- O tribunal manteve a decisão de uma instância inferior que rejeitou a ação de reparação financeira contra os funcionários.
- A decisão consolida um precedente que limita a responsabilidade civil de agentes penitenciários em casos de violação de direitos religiosos.
- O tribunal de apelações anterior classificou o ocorrido como escandaloso, mas a barreira legal impediu a indenização individual ao detento.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que o detento Damon Landor não possui base legal para processar individualmente guardas prisionais que cortaram seus dreadlocks à força. O caso, que envolvia um prisioneiro na Louisiana que mantinha o cabelo longo por duas décadas como parte de sua fé rastafári, tratou da violação de direitos religiosos sob uma lei federal. Embora o Departamento de Correções da Louisiana tenha admitido que o tratamento foi contrário à liberdade religiosa e alterado suas normas internas após o ocorrido em 2020, o tribunal confirmou a decisão de uma instância inferior que rejeitou o pedido de indenização, consolidando o entendimento sobre a imunidade de agentes penitenciários no exercício de suas funções.
A decisão reforça um precedente que restringe a capacidade de presos buscarem reparação judicial contra funcionários individuais, mesmo diante de alegações de desrespeito a práticas religiosas protegidas. Embora o tribunal de apelações tenha classificado a conduta dos agentes como escandalosa, a barreira jurídica prevaleceu, impedindo que o detento recebesse compensação financeira. Com o resultado, o tribunal dificulta que presos questionem condutas de guardas em situações de imposição de normas internas, mantendo a proteção legal aos agentes contra processos por violações de direitos religiosos ocorridas dentro das unidades prisionais.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Justiça dos EUA barra indenização para preso que deixou cabelo crescer por 20 anos e foi algemado para ter a cabeça raspada
G1 Mundo • 23 jun, 19:02
Rastafarian man can’t sue prison guards who shaved him bald, US Supreme Court says
SCMP - World • 23 jun, 17:11
US supreme court blocks Rastafarian man’s lawsuit over forced head-shaving in prison
The Guardian World • 23 jun, 12:45
Comentários
Carregando comentários...
