Obrigatoriedade do Enamed gera incerteza para grupos educacionais na Bolsa
Governo torna Enamed obrigatório para novos médicos, pressionando ações de empresas educacionais com alta exposição ao curso de medicina.
Pontos principais
- A nova Medida Provisória exige aprovação no Enamed para a obtenção do registro no CRM.
- A regra impacta estudantes que ingressaram na graduação a partir de junho de 2026, com efeitos a partir de 2032.
- Dados do INEP apontam que 43% dos alunos de instituições privadas não atingiram 60% de aproveitamento no exame de 2025.
- Analistas do BTG Pactual e Bradesco BBI alertam para riscos operacionais em grupos como Yduqs, Ser Educacional e Cogna.
O Governo Federal oficializou a obrigatoriedade do Exame Nacional de Medicina (Enamed) como requisito para o exercício da profissão, medida que impacta diretamente o setor educacional listado na Bolsa de Valores. A nova regra, que afeta alunos ingressantes a partir de junho de 2026, estabelece um filtro de qualidade que deve entrar em vigor plenamente em 2032. A exigência gerou preocupações entre analistas financeiros, uma vez que o desempenho recente de estudantes em instituições privadas tem sido inferior ao esperado, com 43% dos alunos falhando em atingir 60% de aproveitamento no exame de 2025. Empresas com forte exposição ao curso de medicina, como Yduqs, Ser Educacional e Cogna, podem enfrentar pressões na demanda e na atratividade de seus cursos caso não consigam elevar os índices de proficiência de seus graduandos frente ao novo padrão regulatório.
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