Plataforma federal integra dados de aparelhos roubados para desestimular o mercado clandestino, gerando debates sobre a eficácia e o impacto político.
O governo federal oficializou o lançamento de um sistema nacional para o rastreamento de celulares roubados, consolidando o programa Celular Seguro como uma política pública permanente. A nova plataforma, denominada Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), centraliza dados da Anatel, operadoras e registros policiais para monitorar 3,1 milhões de aparelhos subtraídos entre 2020 e 2026. A ferramenta utiliza o 'Modo Recuperação' para identificar novas ativações de linha via IMEI e disponibiliza uma consulta pública para que consumidores verifiquem a procedência de dispositivos antes da compra, estratégia central para desarticular a cadeia de receptação e fraudes digitais. Inspirado em um modelo implementado no Piauí, o projeto incentiva a devolução voluntária de aparelhos, estabelecendo que dispositivos que permanecerem em circulação irregular serão progressivamente bloqueados e inutilizados.
O lançamento da iniciativa, acelerado pelo presidente Lula antes do prazo limite para participação em eventos oficiais, gerou debates internos no Planalto. Auxiliares do governo expressaram preocupações sobre um possível desgaste eleitoral, especialmente diante da possibilidade de cidadãos que compraram aparelhos de boa fé se sentirem lesados pela notificação de devolução. O tema ganhou repercussão após declarações do presidente sobre a aquisição de produtos sem procedência, elevando a atenção da equipe governamental sobre a recepção popular do programa enquanto a estratégia de segurança pública é implementada em âmbito nacional.
InfoMoney • 23 jun, 18:29
Ministério da Justiça e Segurança Pública — Notícias • 22 jun, 21:00
Agência Brasil - EBC • 23 jun, 16:50
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