Governo lança sistema nacional para rastrear e recuperar celulares roubados
Plataforma federal integra dados de aparelhos roubados para desestimular o mercado clandestino, permitindo consulta de procedência e devolução voluntária.
Pontos principais
- O sistema rastreia 3,1 milhões de aparelhos roubados entre 2020 e 2026 por meio do código IMEI.
- O programa Celular Seguro foi consolidado como política pública permanente com a criação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR).
- A nova ferramenta permite que consumidores verifiquem a procedência de celulares antes da compra, visando enfraquecer o mercado de receptação.
- Pessoas que possuírem aparelhos irregulares e os entregarem voluntariamente às autoridades não sofrerão sanções penais.
- O governo orienta que a população colabore com as investigações e recomenda cautela redobrada ao utilizar dispositivos em locais públicos.
- Auxiliares do Planalto monitoram possíveis desgastes políticos caso cidadãos que adquiriram aparelhos de boa fé se sintam lesados pela medida.
O governo federal oficializou o lançamento de um sistema nacional para o rastreamento de celulares roubados, consolidando o programa Celular Seguro como uma política pública permanente. A nova plataforma, denominada Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), centraliza dados da Anatel, operadoras e registros policiais para monitorar 3,1 milhões de aparelhos subtraídos entre 2020 e 2026. A ferramenta utiliza o 'Modo Recuperação' para identificar novas ativações de linha via IMEI e disponibiliza uma consulta pública para que consumidores verifiquem a procedência de dispositivos antes da compra, estratégia central para desarticular a cadeia de receptação e fraudes digitais. O projeto incentiva a devolução voluntária de aparelhos, estabelecendo que dispositivos que permanecerem em circulação irregular serão progressivamente bloqueados.
Durante o anúncio, o presidente Lula reforçou a importância da cautela ao utilizar celulares em locais públicos para evitar furtos. O lançamento da iniciativa gerou debates internos no Planalto, com auxiliares monitorando possíveis desgastes políticos caso cidadãos que compraram aparelhos de boa fé se sintam lesados pela notificação de devolução. Apesar da preocupação com a recepção popular, o governo mantém o foco na desarticulação do mercado ilegal, oferecendo isenção de punições para quem colaborar com a entrega voluntária dos dispositivos identificados como irregulares.
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